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Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Várzea Alegre, realizada no dia 4 de fevereiro de 2026, o cidadão Valteno Soares utilizou a Tribuna Livre, espaço garantido por requerimento aprovado (Requerimento nº 001/2026), para apresentar reflexões e críticas sobre desdobramentos nacionais com repercussão local.
Morador da Vila Confiança, ele abordou temas como os resultados da CPMI do INSS, ações do STF, e a liquidação do banco Master e do Will Bank, relacionando os impactos desses fatos à realidade de Várzea Alegre. Durante sua fala, destacou que a CPMI trouxe à tona um esquema de descontos indevidos nos benefícios de aposentados e segurados do INSS, envolvendo sindicatos e entidades de representação, com ramificações em todo o país.
Segundo ele, muitos agricultores do município teriam sido lesados por descontos indevidos sem consentimento em seus benefícios. Valteno lamentou a ausência de posicionamentos mais firmes por parte dos parlamentares locais, afirmando que, apesar de o tema afetar diretamente centenas de famílias varzealegrenses, houve silêncio ou pouca atenção dos vereadores.
Ele criticou duramente o que classificou como "omissão das duas bancadas" e acusou parte dos parlamentares de se retirarem do plenário durante sua fala. "Minha presença incomoda, mas isso faz parte da democracia. O cidadão tem o direito de falar, ainda que os vereadores não queiram ouvir", disse.
Ele também trouxe críticas ao atual governo federal, mencionando o envolvimento de figuras próximas ao presidente Lula em denúncias de corrupção, incluindo a suposta mesada recebida por seu filho, conforme relatado na CPMI. Além disso, mencionou a prisão de uma empresária no contexto do escândalo do banco Master, destacando que pequenos empreendedores de Várzea Alegre foram prejudicados pela liquidação da instituição.
Apesar das críticas, ele disse respeitar a instituição da Câmara e a importância da Tribuna Livre como espaço democrático. "Esse é um espaço que precisa ser respeitado. Quando venho aqui, é para falar como cidadão, não como apoiador de oposição ou situação. Falo por minha mãe, por quem foi levada a assinar documentos sem saber. Falo pelos agricultores, pelos lesados, por quem está sem voz", concluiu.
Foto: Fábio Oliveira
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