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As condições dos ônibus que transportam universitários de Várzea Alegre para o Cariri foram debatidas durante o Pequeno Expediente da Câmara Municipal na sessão ordinária desta quarta-feira, 23 de setembro. Os pronunciamentos reuniram cobranças sobre falhas mecânicas e superlotação, defesa da fiscalização e ponderações sobre a contratação do serviço e a manutenção da gratuidade.
Michael Martins (PSB) apresentou reclamações de estudantes sobre panes recorrentes e relatou a divulgação de um áudio no qual, segundo ele, o proprietário de um dos veículos sugeriu que os universitários utilizassem uma linha comercial ou trancassem a faculdade. O parlamentar também mencionou um alerta de um motorista sobre as condições do ônibus e cobrou providências para garantir a segurança dos passageiros.
O vereador afirmou que já encaminhou ofícios à Prefeitura e à Secretaria de Educação e pediu aos colegas que analisassem o requerimento apresentado por ele para levar a situação aos órgãos competentes. Michael destacou que sua cobrança se refere às condições do serviço prestado.
Joaquim Gabriel (PP), que utiliza a rota para Juazeiro do Norte, afirmou que os problemas relatados atingem a rota e mencionou também situações de superlotação. Defendeu denúncias ao Detran e às polícias rodoviárias e se colocou à disposição dos estudantes para encaminhá-las. Assim como Michael, ressaltou a responsabilidade dos motoristas no atendimento aos universitários.
Luiz do Conselho (PSB) relatou dificuldades enfrentadas por sua filha, que também utiliza o transporte. Para ele, embora qualquer veículo possa apresentar defeitos, a repetição dos problemas exige atenção à qualidade dos ônibus. O parlamentar defendeu que o debate se concentre na segurança dos estudantes e dos profissionais, sem disputa política.
Em contraponto às críticas à administração municipal, Alan Salviano (MDB) afirmou que a gestão tem interesse em assegurar a qualidade do transporte e destacou a disposição, apesar das dificuldades financeiras para manter o serviço gratuito. Lembrou que a gratuidade foi instituída na gestão do ex-prefeito Zé Helder e continua sendo mantida pelo prefeito Flávio Filho.
Alan explicou que a escolha da empresa depende de licitação e que a Prefeitura não pode contratar livremente uma operadora de sua preferência. Concordou com a necessidade de fiscalização e de melhoria dos veículos, mas advertiu contra o uso eleitoral das reclamações. Segundo ele, a discussão deve considerar tanto as condições do serviço quanto os procedimentos de contratação e as responsabilidades da empresa.
Foto: Fábio Oliveira
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