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A história de Maria Antônia da Conceição, conhecida como Maria de Bil, voltou ao debate público nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, durante um júri simulado realizado no plenário da Câmara Municipal de Várzea Alegre.
Promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Câmara Mirim e o Núcleo de Cidadania dos Adolescentes, NUCA, a atividade analisou, à luz da legislação atual, um feminicídio ocorrido há mais de cem anos no município.
O júri integrou a programação do projeto Lei Maria da Penha nas Escolas e colocou os estudantes no centro da atividade. Os participantes assumiram as funções de juiz, promotor de Justiça, advogado de defesa, testemunhas, perito, oficial de justiça e escrivão.
A proposta permitiu aos jovens conhecerem etapas de um julgamento e compreenderem as responsabilidades de cada agente envolvido no processo. A partir do caso de Maria Antônia, eles também discutiram os efeitos da ausência, no passado, de leis e políticas públicas destinadas à proteção das mulheres.
Integrantes de um grupo de idosos acompanharam a sessão como plateia. A participação criou um encontro entre gerações e ampliou o debate sobre memória, direitos das mulheres e mudanças ocorridas na sociedade e na legislação ao longo do tempo.
O exercício não se limitou à reprodução de um tribunal. As falas, os argumentos apresentados e a análise do caso estimularam reflexões sobre impunidade, responsabilização, prevenção e acolhimento às vítimas de violência.
Ao receber a atividade, a Câmara Municipal abriu seu plenário para uma experiência de educação cidadã que aproximou os estudantes do funcionamento das instituições públicas. A presença da Câmara Mirim também contribuiu para que crianças e adolescentes ocupassem o espaço legislativo de forma participativa e consciente.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto Lei Maria da Penha nas Escolas busca oferecer informações que ajudem os estudantes a identificar diferentes formas de violência, conhecer os mecanismos de proteção existentes e compreender a importância do respeito aos direitos das mulheres.
A realização do júri simulado mostrou como a educação pode transformar um fato da história local em aprendizado coletivo, diálogo e prevenção.
Foto: Pedro Hiarley
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